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“The Empyrean is my new record(…) It is a concept record that tells a single story both musically and lyrically. The story takes place within one person, and there are two characters.” – John Frusciante
Como analisar o 6º álbum de um músico que a solo ainda não conheceu um grande sucesso de vendas mas que insiste, para deleite dos fãs, na anti-fórmula pop, fugindo do óbvio álbum “bate-bate, 3 acordes, prlim-pim-pim e embrulha” como fazem outros? Esses garantem uns míseros 3 minutos numa playlist gordurosa de qualquer rádio. Com “The Empyrean” o músico constrói uma história à volta de uma viagem interior pela sua mente, no que ele imagina serem lugares comuns interiores de todos nós que o escutamos.
O álbum é constituído por 10 faixas que oscilam entre os 3 minutos e mais de 9 e foi lançado dia 20 de Janeiro de 2009 pela Record Collection. Conta com participações de luxo como Johnny Marr e Josh Klinghoffer bem como do seu colega Flea dos Red Hot Chilli Peppers.
Mas passemos à prática:
Para faixa banda-sonora filme negro facilmente elegemos “Before The Beginning”: desconstrução de um qualquer infindável solo de Guilmour com batida descomprometida estranhamente próxima e que contrasta com a guitarra distante cheia de compressor.
Faixas para embalar são servidas em dose XL, um bom exemplo é “Song To The Siren” – podia constar de uma banda sonora de um filme perdido de David Lynch e mostra um John Frusciante tímido mas audaz na forma como perpetua mais uma versão da faixa de Tim Buckley.
Uma faixas que poderia aparecer num lado-B de álbuns dos Red Hot Chilli Peppers: Unreachable – voz com “tremolo” numa balada polvilhada de guitarra que imita um órgão. Somos levados pela repetição dos 4 acordes clássicos da pop, entra-nos no ouvido e vislumbramos o que Frusciante quer dizer com “Turn around towards me and walk away from dying”. Se as rádios permitissem singles de 6 minutos este seria o acertado para iniciar este álbum.
Com a faixa “Dark-Light” temos a primeira verdadeira surpresa do disco pois começa com uma sonoridade digna de uma Marianne Faithful e depois surpreendentemente surge uma batida naive a sondar território dn’b e uns coros por parte dos Donald Taylor and the New Dimension Singers que nos deixam completamente hipnotizados.
John Frusciante consegue fugir dos clichés da música indie, voltando-se para o que sabe fazer melhor: usar a guitarra para dar voz às suas músicas. Acaba o álbum com um conselho: “It should be played as loud as possible and it is suited to dark living rooms late at night.” – Não podia concordar mais. Boas audições.
Tracklist:
01. Before the Beginning
02.Song to the Siren
03.Unreachable
04.God
05.Dark/Light
06.Heaven
07.Enough of Me
08.Central
09.One More of Me
10.After the Ending
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Formação: |
John Frusciante - vocais, guitarra, violão, teclados, piano, baixo, sintetizadores, percussão | Josh Klinghoffer - piano elétrico, bateria, órgão, piano, sintetizadores, apoio vocal | Flea - baixo em "Unreachable", "God", "Heaven", "Enough of Me", "Today" e "Ah Yom" | Johnny Marr - guitarra em "Enough of Me" e violão em "Central" | Donald Taylor and the New Dimension Singers - apoio vocais | Sonus Quarteto - cordas |
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Editora: |
Record Collection |
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Lançamento: |
20.01.2009 |
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Website: |
www.johnfrusciante.com/ |
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Myspace: |
www.myspace.com/johnfrusciantemusic |
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