Out
01
2009
| Entrevista | Mordaça |
| Escrito por Pedro Pereira | ||||
| 01-Out-2009 | ||||
![]() Mordaça
Continuamos a tomar o pulso ao underground nacional. Desta vez falamos
com os Mordaça , nome a memorizar para quem aprecia hardcore old school
tocado por gente que tem coisas a dizer. O homónimo disco de estreia
está aí pela mão da Hellxis e a festa está garantida!
O passado, o futuro, o pulso do LVHC, tudo em discussão. Leiam tudo clicando em "Ler mais ...".
1. Depois da demo, este disco foi um passo bastante válido. Mas parece-me que não foi um processo fácil…
Mike: Não foi fácil mas felizmente foi facilitado pelo trabalho
profissional empregado pelo Sarrufo na gravação deste álbum. Mais
facilitado ficou quando o Emanuel da Hellxis Records nos ajudou a produzi-lo. Só temos a
agradecer, em especial a estas duas pessoas, mas também a outras que
não vou mencionar senão nunca mais me calo.
Jony: Foi um processo necessário. Todos nós sentimos vontade de partir para uma gravação a sério. Apesar de ter 8 músicas encaramo-la como um álbum. É algo que nos fez crescer como banda, como amigos. Para isso foi necessário enfrentar dificuldades, mas isso é bom desde que todos tenham a mesma vontade.
2. A reacção do público tem sido positiva? A rapaziada já vai cantando as músicas convosco…
Mike: Ver pessoal a cantar as nossas músicas é uma sensação que não é
explicável por palavras, em especial pessoas que nós não conhecemos
pessoalmente. É sempre bom sentir que o nosso trabalho é apreciado
pelos fãs de um estilo que constante apresenta propostas de um nível
bastante alto.
Jony: Tem sido satisfatória… nada como vermos o nosso pessoal lá a frente a cantar e a apoiar (a nossa família), obrigado a todos. Ainda melhor é quando vemos alguém, que não conhecemos de lado nenhum, a fazer o mesmo. Isso cria-nos uma alegria gigante. É brutal sentir que aquilo que criamos e sentimos sente-se também do outro lado.
3. Têm conseguido também tocar em concertos bem importantes, como foi abrir para Ratos de Porão ou The Exploited?
Mike: Foi da maior importância para crescermos como banda. Abrir para
bandas tão grandes como Ratos e The Exploited é brutal porque são
oportunidades únicas e torna-se um privilégio porque no nosso lugar
queriam certamente muitos estar. Obrigado desde já a quem interveio
para que estes dois shows acontecessem e que aconteça algo semelhante
muito em breve!
Pina: Eheheh… daquelas sensações muito, mas muito baris… são bandas que têm uma grande bagagem de concertos e de experiência. Sempre com muita gente a ver (não sei se Mordaça ou Ratos/Exploited) o que é sempre bom para levantar a moral e ajudar ainda mais a performance. 4. Estivemos num dos primeiros concertos de apresentação do vosso disco (In Live Caffé, Moita - ver fotos ) e pudemos conferir uma grande dose de energia. É ponto assente que ir ver Mordaça implica que tenhamos de suar? Mike: Julgo que não implica, mas deixa implícito que energia nunca vai faltar a um concerto dos Mordaça. Se quem nos for ver ao vivo responder com energia à energia que nós lançamos, temos um espectáculo completo...além de que faz bem a saúde! Jony: Não obrigatoriamente deve haver espaço para tudo, dependendo da disposição de cada um. Agora, para nós é muito melhor e gratificante se o pessoal tiver todo a curtir, cantarolar e suar. Faz–se uma festa.
5. Quem também deve ter suado muito, foi a rapaziada da banda que
também toca nos Colisão Frontal. Costumam fazer concertos em que tocam
as duas bandas na mesma noite? Parece desgastante…
Jony: Na verdade é um bocadinho, mas vale a pena apesar de ser bandas
com elementos em comum, têm diferentes sonoridades. E como o que nós
fazemos é sempre com o intuito de chegar a todos. Vale sempre, sempre a
pena, esse desgaste é saudável (ha ha).
6. Nesse concerto tocaram algumas covers de bandas de Linda-a-Velha.
Tocaram o “LVHC” dos Trinta e um e o “Vikings” dos Metralha. São temas
que fazem parte do vosso alinhamento habitual?
Pina: O “Vikings” de Metralhas, é uma música que normalmente tocamos sempre, tipo, uma homenagem a uma grande banda da nossa terra e que, principalmente nós, não queremos que fique esquecida. O “LVHC” é outro hino “lá da terra” mas não faz parte do nosso cardápio (e 31 ainda toca né!)
7. Pina, saltaste para meio do público logo que anunciaram o “LVHC”. O que se passou?
Pina: Não é que não goste da música… eu adoro-a, e por gostar tanto
dela, venho curti-la cá em baixo. Quando alguém de Linda-a-Velha ouve
aquele início, dispara uma coisa dentro de nós, que é muito difícil de
explicar, então saio do “palco” mesmo para curti-la.
8. Sabemos que tocaste em KNEELDOWN . Foi difícil abandonares a banda quando voltaste para Linda-A-Velha?
Pina: Ui, muito difícil… foi uma decisão que tive de tomar por questões
pessoais e que me custou muito mesmo… KNEELDOWN foi a primeira cena que tive de início e
devido às dificuldades geográficas existentes na altura foi muito
difícil para nós irmos fazendo concertos, mas era uma cena tão forte
que lá conseguimos. Mas hoje em dia ouço o “volcano” e dá-me um prazer
enorme de saber que KNEELDOWN está com muita força. Já agora aproveito
para dar um "recado” ao “people”, por mais difícil que seja ensaiar,
não desistam please.
9. Como está o pulso do LVHC? Está alguma coisa no “forno” que nos recomendem?
Mike: Julgo que aos poucos vai-se notando uma “re-activação” do hardcore de Linda-a-Velha. Acredito que 2010 pode ser um ano de explosão de novidades destes lados. Fiquem atentos! Jony: Temos os Barafunda Total a cozinhar um novo álbum, que de certeza vai surpreender muita gente (desejoso de ver o resultado final). Dr. Bifes e os Psicopratas também andam ai nas curvas sempre a criar músicas que se superam constantemente, cheira me que o álbum também não deve tardar (frenéticos). Depois temos os Aykien os Acid Season também a acabar de masterizar o «ep». Trinta & Um: também acho que andam a criar. Felizmente habituaram nos a não saber o que esperar do próximo álbum.
10. E de futuro, que poderemos esperar dos Mordaça?
Mike: Bom os Mordaça planeiam lá para o início do próximo ano entrar em estúdio para trabalhar e gravar umas novas malhas…mas enquanto esse tempo não chega, queremos tocar o máximo ao vivo, divulgar a nossa música, espalhar a “palavra amordaçada” de Norte a Sul do nosso país, mostrar que o HC nacional não está mal de saúde e, acima de tudo, divertirmo-nos até cair e não deixar isto morrer. Jony: Acima de tudo sempre vontade de tocar. Andamos a fazer músicas novas, queríamos ver se gravávamos um álbum para o ano. Geralmente boa disposição e só queremos ir beber uns copos, conversar, conhecer pessoal novo e curtir. Adicionar como favorito (0) | Publica este artigo no teu site | Clicks: 223
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